sábado, 12 de março de 2011

O uso do tema Gótico na História

Desde a década de 90 a sub-cultura gótica começou a sofrer de algumas distorções por parte de enganos frequentes como o de que o termo "gótico" sempre esteve ligado através da história e, portanto, os góticos de hoje seriam legítimos descendentes dos visigodos, godos, ostrogodos, entre outros.
Que esses mesmos teriam iniciado o estilo arquitectónico de construções sacras e também a literatura, quando na verdade, as catedrais góticas só começaram a ser construídas no século XI e nem sequer se recebiam esse nome na época em que foram instauradas como arte sacra, pois expressavam a ideologia e estética da igreja católica na época.
Os renascentistas e iluministas, que se opunham à ideologia católica da época medieval, as chamaram, pejorativamente, "Góticas" muito depois, justamente como crítica. Na época de sua construção eram chamadas "opus francigenarum" (arte francesa). Quanto aos bárbaros "Godos", que invadiram o império romano, foi um acontecimento dado por volta do século V, logo se vê então que são mais de cinco séculos de diferença histórica cultural, o que já havia feito uma diluição da cultura dos godos na Europa.
Do marco da construção das catedrais góticas (Do século XI até XIV) até a época em que surgiu um movimento literário chamado gótico e outro chamado romantismo (Século XVIII para XIX) já haviam se passados mais outros tantos séculos de diferença cultural e, portanto, a imagem de Gótico foi estabelecida como sombrio, fantasmagórico, misterioso, para criticar aqueles que tinham criticado o fim da Idade Média. O que era um nome pejorativo passou a ser um nome designador de uma estética "Cool". Terminamos assim de falar do sentido da palavra através do tempo sem ligá-la totalmente à cultura e mostrar que até esse ponto, os góticos da cultura iniciada na década de 80 não são descendentes dos Góticos dos séculos passados de forma alguma, pois nem sequer tiveram alguma ligação através de suas épocas. A ligação dos góticos contemporâneos com os antigos movimentos artísticos assim intitulados, está nas músicas e na estética de forma indirecta.
A sub-cultura gótica não possui literatura própria, embora existam livros que catalogam bandas dentro de sub-gêneros da música gótica como obras do autor Britânico Mick Mercer, contexto histórico como "Goth Chic" (basicamente uma enciclopédia do termo "gótico") de Gavin Baddeley, livros que falem sobre estética/comportamento como o "Gothic charm School" da autora Americana Jillian Venters, ou como prefere ser chamada: "Lady of the Good Manners" (como tradução: "Senhora das boas maneiras"), e livros que tratem de comportamento, como "Goth. Identity, Style and Subculture" de Paul Hodkinson.
Mas há vários estilos literários apreciados por seus integrantes, entre eles, no Romance Gótico (Horace Walpole, Mary Shelley, Bram Stocker, etc), Romantismo (William Blake, Lord Byron, Edgar Allan Poe, etc) a poesia Simbolista/Decadentista (Charles Baudelaire, T.S. Eliot, Rimbaud, Oscar Wilde, etc) o romance Existencialista (Camus, Sartre, etc), Literatura Beat (Ginsberg, William Burroughs), entre outros.
Dessa forma, essa cultura fez releituras ou sátiras da Literatura Gótica. Essa literatura também serviu de tema para movimentos artísticos anteriores, que influenciaram a cultura estética dos anos 1980, como por exemplo o Expressionismo.
Na literatura brasileira, os autores mais respeitados por integrantes da sub-cultura gótica são: Augusto dos Anjos, Álvares de Azevedo, Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimarães. Dentro da literatura portuguesa os autores mais respeitados são Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Lima de Freitas, Camilo Pessanha, Florbela Espanca, David Soares, Mário de Sá Carneiro entre outros.
  • Fonte: Dicionário de Português
subcultura (sub- + cultura) s. f. 1. Cultura obtida a partir de outra. 2. Grupo de pessoas com características específicas que criam ou pretendem criar uma subdivisão cultural.
cultura s. f. 1. Ato, arte, modo de cultivar. 2. Lavoura. 3. Conjunto das operações necessárias para que a terra produza. 4. Vegetal cultivado. 5. Meio de conservar, aumentar e utilizar certos produtos naturais. 6. Fig. Aplicação do espírito a (determinado estudo ou trabalho intelectual). 7. Instrução, saber, estudo. 8. Apuro; perfeição; cuidado.
Assim sendo, os góticos são uma sub-cultura, pois não apareceram de outra nem tão pouco criaram ou tentam criar uma subdivisão, é simplesmente uma sub-cultura como qualquer outra, tem suas origens fundamentadas em ideais, seja a arte (dança, música, pintura e teatro), a escrita, a filosofia, dentre outras.

bandas goticas

                                                                    Epica

Epica - banda gótica
Epica é uma banda neerlandesa de metal sinfônico e gótico, fundada por Mark Jansen (ex-guitarrista do After Forever) no final de 2002. Epica utiliza vocal soprano e gutural e suas letras retratam o amor, o ódio, a agonia, a revolta, a cultura e o sentido da vida.
Membros da banda gótica:
  • Simone Simons – Vocal (mezzo-soprano)
  • Mark Jansen – Guitarra e vocal gutural
  • Ad Sluijter – Guitarra elétrica e guitarra acústica
  • Yves Huts – Baixo
  • Coen Janssen – Teclado, Piano e sintetizadores
  • Ariën van Weesenbeek – Bateria

                                            

 

 

                                                

                                                              After Forever

After Forever - Banda gótica
After Forever é uma banda dos Países Baixos de Symphonic Gothic Metal, que baseia-se no uso de vocais sopranos, guturais e limpos.
Membros da banda gótica:
O After Forever foi originalmente formado por Sander Gommans e Mark Jansen
  • Floor Jansen – Vocal (soprano coloratura)
  • Sander Gommans – Guitarra e vocal gutural
  • Bas Maas – Guitarra e vocal (desde 2002)
  • Luuk van Gerven – Baixo (desde 1996)
  • Andre Borgman – Bateria (desde 2000)
  • Joost van den Broek – Teclado (desde 2004)

                                                           

 

 

                                                                      Tristania

Tristania - Banda Gótica
Tristania é uma banda de metal gótico da Noruega fundada em 1996.
A música da banda é geralmente classificada como metal gótico com influências do doom metal. Em seus primeiros lançamentos a banda tinha um som baseado em riffs do black metal com teclado dominante, com bastante foco nos vocais femininos “teatrais” e instrumentos musicais tipicamente eruditos como o órgão de tubos, a flauta e o violino. A banda também faz uso extenso do vocal gutural de Morten Veland. Em álbuns posteriores, a banda procurou balancear mais o estilo vocal e adotar uma postura mais progressiva em seu som.
Membros da banda gótica:
  • Mariangela “Mary” Demurtas – vocal feminino
  • Østen Bergøy – vocais limpos
  • Einar Moen – teclado
  • Anders Hoyvik Hidle – guitarra e vocal gutural
  • Rune Østerhus – baixo
  • Kenneth Olsson – bateria

 

 

 

                                                Lacuna Coil

Lacuna Coil - Banda Gótica
Lacuna Coil é uma banda de metal gótico formada em Milão, Itália, em 1996. Outros nomes da banda, antes de chegar ao atual, foram Sleep of Right e Ethereal. A banda é inspirada pelo imaginário gótico, e seus membros são conhecidos musicalmente por compor canções que consistem em linhas de guitarra entrelaçadas com o teclado, contrastando com vocal feminino e masculino, tornando o som bastante melódico.
Membros da banda gótica:
  • Cristina Scabbia – vocalista
  • Andrea Ferro – vocalista
  • Cristiano Migliore – guitarrista
  • Marco “Maus” Biazzi – guitarrista
  • Marco Coti Zelati – baixista
  • Cristiano “CriZ” Mozzati – baterista

 

 

 

 

 

                                                              Cradle of Filth

Cradle of Filth - Banda gotica
Cradle Of Filth é uma banda inglesa de Suffolk, Londres, formada em 1991.
O seu estilo musical tem levantado muita discussão, pelo que se referenciará Extreme Gothic Metal, Symphonic Metal, Symphonic Black Metal, Vampyric Metal, Death Metal Melódico, Horror Metal. Os seus temas líricos destacam-se por literatura gótica, poesia, erotismo, vampirismo, mitologia e filmes de horror. Aposta numa caracterização maquiavélica de criaturas guerreiras e demoníacas e numa teatralização de movimentos. É tida como uma das bandas mais espectaculares do género musical, e a que mais tem destacado novo público a esse domínio.
Membros da banda gótica:
  • Dani Filth – Vocal
  • Sarah Jezebel Deva – Backing vocal
  • Paul Allender – Guitarra
  • Charles Hedger – Guitarra
  • Rosie Smith – Teclado
  • Dave Pybus – Baixo
  • Adrian Erlandsson – Bateria

 

                                                                 Lacrimosa


Para falarmos da banda Lacrimosa, temos antes que conhecer Tilo Wolf. Alemão de Frankfurt, Tilo nasceu em 10 de julho de 1972, e desde a infância deixava nítida sua imensa capacidade artística. Aos 12 anos, Tilo teve sua poesia publicada em diversas revistas de literatura. Estudou piano e trompete, chegando a se apresentar em concertos na Alemanha. Em 1989, editou uma revista musical e em 1990, aos 18 anos, lançou seu primeiro single com duas faixas intitulado Clamor, que se esgotou em pouco tempo.
Lacrimosa foi nome adotado inspirado em Réquiem, de Mozart; nome de base latina que significa Banhado em Lágrimas ou Aflito. A figura do Pierrô se tornou a marca e o estilo da banda sintetizado. Segundo Tilo Wolf: "É um símbolo. Uma apresentação cômica da música. Está presente em todos os sentimentos das nossas canções". Assim, a atmosfera sombria e os arranjos clássicos das músicas, fundiam-se com a proposta gótica da expressão de Tilo Wolf.
No ano de 1990, o desprezo das gravadoras pelas músicas alternativas levou Tilo a criar o próprio selo, Hall of Sermon, que viria a abrigar artistas como Dreams of Santy e Artrosis.
Angst (Medo) foi o primeiro álbum oficial lançado, concretizando os ideais primitivos iniciados com o single Clamor. O disco chegava com letras repletas de drama e o lirismo dos arranjos fortemente influenciados pela música clássica. Este álbum foi muito bem aceito no cenário gótico alemão e posteriormente por toda a Europa.
Einsamkeit, que significa Solidão, foi o segundo álbum lançado em 1992, completando o trabalho anterior. No ano seguinte, Ales Lüge (Tudo Mentira) é lançado como single trazendo quatro faixas que eram o prenúncio do próximo e excelente álbum Satura, que chegaria ao público no mesmo ano com a melancolia e o lirismo característicos. Em 1994 é lançado o single Schacal.
Na turnê de Satura, Tilo convida a finlandesa Anne Nurmi (ex integrante do Two Witches) para que participe das apresentações ao vivo. O resultado foi tão bom que Anne passou a integrar definitivamente o Lacrimosa.
O álbum Inferno de 1995, já contava com a voz suave de Anne, e foram acrescentados instrumentos sinfônicos. Este trabalho foi considerado o mais agressivo até aquele momen-to. Porém, muito bem aceito. O primeiro grande sucesso, Copycat, foi gravado neste álbum.
Inferno repercutiu fortemente no cenário musical alemão. Não ficou restrito apenas aos circuitos alternativos. A partir daí, o Lacrimosa alcançou um público maior e passou a influenciar outros artistas. The Clips 1993-1995 foi a primeira concepção visual das canções Satura, Schakal e Copycat.
Em 1996, Tilo recebe da revista alemã Zillo, o prêmio Alternative Rock Music Award. No mesmo ano, o single Stolzes Herz (Coração Orgulhoso) é lançado com duas versões da faixa título. Em 1997 foi lançado o álbum Stille (Silêncio), com uma sonoridade mais pesada aliada a orquestração clássica. O vídeo Silent Clips trazia os clipes de Stolzes Herz, Not Every Paint Hurts, Siesh du Mich im Licht?, e seus Making Off’s. Um ano após, a banda dá um presente aos fãs com o CD ao vivo Live. Em 1999 chega ao público mais um single: Alleine Zu Zweit (Juntos e Sozinhos), que conta com a participação da orquestra sinfônica de Londres.
O CD Elodia é uma Ópera Rock que traz na terceira faixa a belíssima Halt Mich. O álbum é dividido em três atos, e narra a história de um relacionamento que chega ao fim. Portanto, é uma alusão à semideusa do amor Elodia, que é fadada ao fracasso.
Para comemorar o décimo aniversário foi lançado o vídeo The Live History 2000. Com várias apresentações ao vivo de toda a carreira da banda. Este vídeo tem em sua maioria exibições gravadas no Wave Gothic Festival, realizado na Alemanha.
Em Agosto de 2001, o Lacrimosa lança o single Der Morgen Danach (A Manhã Seguinte), que corresponde diretamente ao trabalho anterior, Elodia. Ainda no mesmo ano, Fassade (Fachada) é lançado trazendo a faixa Liebspiel (Jogos de Amor) para atingir em cheio os seguidores do Heavy Metal.
O single Durch Nacht und Flut foi lançado em 2002 com apenas quatro faixas, mas obteve uma ótima repercussão. Este single preparava os fãs para o grande lançamento do ano seguinte. Finalmente, em janeiro de 2003 foi lançado o álbum Echos, com a faixa que dava nome ao single anterior. Echos é considerado um dos melhores trabalhos do Lacrimosa, onde todas as influências Heavy e clássicas de Tilo, foram condensadas numa mesma obra.
No ano seguinte, Tilo dá início a um projeto solo no qual combina elementos do clássico, do gótico e industrial, denominado SnakeSkin. Music For the Lost é o trabalho que marca este novo caminho musical de Tilo.
Em 2005, os fãs tiveram o prazer de conhecer o 11º álbum da banda. Lichtgestalt (Criatura de Luz) foi lançado em maio e traz oito faixas escritas e orquestradas por Tilo Wolf, com exceção da última, Hohelied der Liebe, da qual a letra é um trecho da Bíblia. No mesmo ano, foi lançado DVD Musikkurzfilme com 10 videoclipes da carreira e um bônus com making of de clássicos como Schakal e Copycat. Ainda é lançado o EP Lichtgestalten que contém versões deLichgestalt e mais quatro faixas. Em seguida, Anne Nurmi divulga que está grávida de 4 meses. A notícia repercute positivamente entre os fãs mas coloca em risco as turnês programadas.
Em 2006, a banda participa de festivais como Summer Breeze Festival e Wave Gotik Treffen. Em outubro é lançado o álbum Canta'Tronic do projeto Snakeskin de Tilo Wolf. Em junho de 2007 é anunciado Lichtjahre, CD (duplo) e DVD que trazem velhos sucessos como The Turning Point, Malina e músicas mais recentes como The Party is Over e Lichtgestalt. Em outubro, ao lado da banda sueca Hammerfall, o Lacrimosa realiza uma pequena turnê sulamericana passando por São Paulo, Buenos Aires e Santiago; e segue para apresentações no México e até mesmo na China.
Em 2008 a banda se apresentou em festivais e turnês na Alemanha, Ucrânia, Russia e Romênia. No final deste ano e início de 2009 já iniciam as gravações do próximo trabalho de estúdio. Em maio é lançado oficialmente Sehnsucht.
O novo álbum traz dez faixas que soam mais agressivas com guitarras e vocais mais pesados. Sehnsucht, apesar de estar musicalmente mais distante de seu antecessor, é bem recebido pela crítica e pelos ouvintes. Tilo Wolf declarou "Estamos felizes por lançar nosso novo álbum de estúdio, cujo conteúdo emocional e música são centralizados em uma palavra, a qual, na diversidade da percepção individual, sempre permanecerá clara em sua base e então representa perfeitamente o título para este álbum: Sehnsucht (saudade)".
Após tantos anos de carreira, o Lacrimosa atingiu um nível de maturidade poucas vezes encontrado em uma banda. A qualidade e a ousadia são características marcantes que conseguem agradar góticos e headbangers de todo o mundo.





Nightwist



Numa madrugada fria de julho de 1996, o tecladista Tuomas e seus amigos passavam horas agradáveis em torno de uma fogueira em Kitee, North-Karelia. Assim, teria surgido a idealização da banda Nightwish.
No início, era praticamente um projeto acústico. Apenas com violões, a banda entrou em estúdio para gravar três canções entre outubro e dezembro de 1996. Mais tarde, a bateria de Jukka foi adicionada. Emppu, que já tinha gravado as cordas, também inseriu as guitarras. A sonoridade ganhava peso e se aproximava do Metal.
Após alguns ensaios, a banda voltou ao estúdio para gravar outras sete músicas em abril de 1997. Foi lançada a versão promocional e limitada de Angels Fall First. Um mês depois, o Nightwish assinou contrato com a gravadora Spinefarm, gravando mais quatro faixas. The Carpenter foi lançado e alcançou uma ótima posição entre os singles oficiais executados na Finlândia.
No início de novembro de 1997, foi lançado o CD de estréia Angels Fall First. A banda passou a fazer suas apresentações ao vivo. O resultado foi além da expectativa. A gravadora estendeu o contrato para mais um disco, além dos outros dois do acordo inicial.
From Wishes To Eternity foi um show ao vivo na Finlândia que virou CD, VHS e DVD; lançado em edição limitada no ano de 2001. O EP Over the Hills and far Away, chegou no mesmo ano com músicas inéditas para delírio dos fãs em todo o mundo. Em agosto deste ano, o Nightwish tocou em países como Rússia e Coréia para levar o carisma e o talento em lugares com menos tradição no Rock.
Em abril de 1998 começaram as gravações para o primeiro clipe da banda, The Carpenter. Em seguida, o baixista Sami Vänska se agregou ao grupo e iniciaram as gravações do próximo álbum que ocupou o período entre agosto e outubro. O clipe de Sacrament of Wilderness foi gravado em mais uma exibição ao vivo no dia 13 de novembro.
O álbum Oceanborn foi lançado em dezembro de 1997 e foi um sucesso absoluto, sendo aclamado por toda a imprensa e crítica finlandesa. O Nightwish passou a tocar por todo o país explorando a popularidade dos trabalhos. As apresentações nos festivais eram apoteóticas e o álbum Oceanborn foi divulgado no exterior na primavera de 1999, expondo o talento dos finlandeses para outros países. O single Sleeping Sun foi lançado paralelamente ao momento de maior destaque da banda, e alcançou a marca de 15.000 cópias vendidas na Alemanha. A essa altura, o Nightwish se consagrava como uma das melhores bandas de Metal Melódico do cenário europeu e iniciava sua turnê internacional.
No início do ano 2000 foi lançado o álbum Wishmaster e o sucesso se ratificou além da Europa. A faixa título ocupou a primeira colocação nas paradas finlandesas por mais de três semanas. A turnê de divulgação chegou na América do Sul, mas infelizmente a vocalista Tarja Turunen, estava doente e não pode participar das apresentações no Brasil. Porém, a presença do Nightwish garantiu exibições memoráveis por todo o continente.
Em outubro de 2001 foi anunciado que o baixista Sami não fazia mais parte da banda. O músico Marco Hietala (Sinergy) foi convidado para substituí-lo. Apesar de um pouco mais velho que os outros membros no Nightwish, Marco foi bem aceito pelos fãs e logo entrou em estúdio para gravar o single Ever Dream. Em apenas dois dias de lançamento, o single ganhou disco de ouro na Finlândia. Century Child foi o quarto álbum lançado, e trazia a banda mais madura musicalmente. O sucesso foi incontestável e 30.000 cópias foram vendidas em apenas duas semanas. A imprensa especializada não se cansava de elogiar a competência da banda.
Century Child teve sua turnê programada para três meses. A banda ainda desmentia os boatos da possível saída de Tarja. Finalmente, o Nightwish voltou ao Brasil se apresentando em seis cidades: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Em São Paulo, 6.700 fãs se apertaram no CrediCard Hall para acompanhar uma apresentação histórica. Os próprios integrantes confirmavam à revistas européias que havia sido a mais emocionante apresentação da história da banda.
Em 9 de setembro o Nightwish se apre sentou pela última vez antes de fazer uma pausa para que Tarja concluísse os estudos. Assim, os outros integrantes puderam dedicar-se a projetos paralelos.
O Nightwish retornou aos trabalhos de estúdio em 2003. No início do ano seguinte, lança o single Nemo, que traz quatro músicas e inclui a faixa título em duas versões: álbum e orquestral. Esta segunda versão recebe um arranjo repleto de cordas e sopros, que presta uma atmosfera épica e soma-se ao vocal deslumbrante de Tarja Turunen.
Em meados do mesmo ano é apresentado Once. As onze faixas deste álbum dão continuidade ao single anterior (The Siren) e mantém o padrão de qualidade. Tanto nos arranjos como na performance de Tarja, Once apenas confirma a capacidade e ratifica o espaço que o Nightwish conquistou no cenário mundial. Neste mesmo ano é lançado o single Sleeping Sun com um videoclipe e versões desta faixa.
Porém, no final de outubro de 2005, uma notícia abala os fãs em todo o mundo. Após a última apresentação da turnê End of an Era, a banda entrega em mãos uma carta dirigida a Tarja na qual anuncia a "expulsão" da vocalista, alegando, entre outros motivos, que Tarja priorizava os lucros e menosprezava os outros integrantes. Esta carta foi publicada no site oficial do Nightwish. Tarja, por sua vez, responde em outra carta publicada em seu site oficial, dizendo-se "chocada" e "confusa" com os acontecimentos.
O ano de 2006 inicia-se coberto de incertezas. Apesar da excelente recepção que a banda conquistou após Once, a saída de Tarja e diversos boatos sobre quem poderia ocupar a condição de vocalista e até mesmo um possível fim da banda, deixam fãs de todo o mundo apreensivos. Entretanto, a banda ainda mantém alta sua popularidade e recebe diversos prêmios concedidos pela imprensa especializada. Em março, a banda anuncia em seu website que está a procura de uma vocalista. Em seguida é lançado o DVD End of an Era. Em setembro, iniciam-se os trabalhos para o novo álbum.
Até janeiro de 2007, o Nightwish recebeu demos de cantoras que canditavam-se ao cargo de vocalista. Paralelamente era lançado Once Upon a Nightwish, um livro escrito por Mape Ollila que acompanhou a banda por dois anos e produziu esta obra com 400 páginas e 32 fotos; tornando-se um item indispensável para os fãs de todo o mundo.
Em maio, a banda anuncia oficialmente a nova vocalista: a sueca Anette Olzon. Em seguida é gravado e lançado o single Eva, que traz apenas uma faixa e marca a estréia de Anette. No mês seguinte, a banda foi até Los Angeles gravar dois videoclipes para os próximos singles: Amaranth e Bye Bye Beautiful. Em agosto, o single Amaranth foi lançado e conquistou Disco de Ouro na Finlândia em apenas dois dias.
Finalmente, em setembro, é lançado o primeiro álbum oficial sem a presença de Tarja Turunen. Estima-se que Dark Passion Play teve um custo de produção acima de € 500 mil (o dobro de Once) e contou com a participação da Orquestra Filarmônica de Londres. Este novo trabalho traz 13 faixas sendo que algumas são bastante extensas (The Poet and the Pendulum tem quaze catorze minutos de duração) e é considerado pela crítica como o melhor trabalho da banda.
Após um longo período de especulações e longe dos estúdios, o Nightwish retornou à atividade. Obviamente não é possível esperar que a banda resgate o lirismo dos primeiros álbuns. Entretanto, nesta nova era, pode-se esperar um Nightwish mais ousado e com uma qualidade musical superior; sem, no entanto, perder a identidade que um dia conquistou milhões de ouvintes.





Sirenia


No começo de 2001, Morten Veland, integrante e fundador do Tristania, banda referência mundial do cenário Gothic/Doom Metal, deixa sua banda para montar o Sirenia. Conhecido por uma legião de fãs ao redor do mundo, Veland não demorou muito a despontar com sua nova banda norueguesa e mostrar seu talento com a seqüência do estilo que o consagrou, mantendo os vocais guturais e as guitarras estilizadas como sua marca registrada.
Após sua saída do Tristania, Morten restabelece contato com sua antiga gravadora, a Napalm Records, e seu produtor, Terje Refnes do Sound Suite Studios. Ele convida para integrar a banda Kristian Gundersen, grande amigo, que se encaixa perfeitamente nas inclinações musicais de Morten. Gundersen é guitarrista e executa partes de vocais limpos. Também é integrado a banda, o tecladista Hans Henrik Varland, grande músico vindo de Stavanger, a cidade natal da banda.
Logo em seu trabalho inicial, At Sixes and Sevens gravado no final de 2001 e lançado no começo de 2002, o Sirenia já atrai grande público e começa sua trajetória de sucesso. O álbum contém 9 músicas e é marcado pela mistura do doom/black metal com música clássica e algumas passagens mais "darks". Para fazer os vocais femininos foi convidada a fabulosa cantora francesa Fabienne Gondamin. Também contribui com a gravação do álbum, o famoso violinista Pete Johansen (The Sins of Thy Beloved, The Scarr, Tristania), dando um toque especial de emoção às canções. O coral Francês foi contratado para executar várias partes no opus, e os cantores clássicos fizeram um maravilhoso trabalho. Igualmente, Jan Kenneth Barkved (Elusive), emprestou sua voz ao Sirenia e adicionou seus vocais limpos que foram acrescentados para uma maior diversidade desse lançamento.
Com tanto empenho e tantas feras da música, At Sixes and Sevens acaba sendo uma grande obra com belos arranjos e uma atmosfera freqüentemente alternada entre o peso das guitarras e urros e a melancolia dos vocais clássicos e violinos.
Em 2003 o baterista Jonathan Perez e a bela Henriette Bordvik são incorporados à banda. No mesmo ano a banda sai em turnê para divulgar o álbum.
No final do mesmo ano começam as gravações do novo álbum, que viria a se chamar An Elixir Of Existence. Lançado no começo de 2004, esse novo trabalho, aparenta ser uma continuidade do primeiro. As composições continuam bem arranjadas e produzidas, com muitas variações melódicas e cheias de detalhes. As guitarras, entretanto, estão mais presentes e distorcidas do que nunca e a linda voz de Henriette contribui muito para a boa sonoridade das canções. Os destaques ficam com A Mental Symphony, In My Darkest Hours e com Star-Crossed, que chega a lembrar Dimmu Borgir.
Em agosto de 2004 o guitarrista Kristian Gundersen se desliga da banda, pensando em dedicar-se a seus outros projetos. Pouco depois, é o baterista Jonathan Perez que deixa a formação. No final de 2004 o Sirenia entra em turnê, agora já com o baterista Roland Navratil, do Edenbridge. A banda se apresenta juntamente com Tiamat, Theatre of Tragedy e Pain.
Em fevereiro de 2005, o Sirenia lança um EP intitulado Sirenian Shores, com apenas cinco faixas, sendo três inéditas. O EP agrada bastante os fãs do Sirenia e serve como um aperitivo do que virá pela frente.
Em setembro, a vocalista Henriette Bordvik deixa o Sirenia. Apenas em abril de 2006, a banda anuncia a nova vocalista, a dinamarquesa Monika Pedersen. Em meados deste mesmo ano, os músicos dão início aos trabalhos para o novo álbum, que seria concluído apenas em setembro.
Finalmente, em fevereiro de 2007, o Sirenia lança oficialmente o álbum Nine Destinies and a Downfall. Neste novo trabalho, as nove faixas são bastante variadas entre si; mas não é possível afirmar que o Sirenia tenha abandonado o estilo dos trabalhos anteriores. Mesmo assim, alguns elementos eletrônicos somados ao timbre de voz de Monika, atribuem uma atmosfera diferente a que os ouvintes mais atentos estão habituados.
Em março de 2007, são disponibilizados na Internet, os videoclipes das faixas The Other Side e My Mind’s Eye, do trabalho mais recente. Nos meses seguintes a banda se apresenta em festivais na Noruega, Alemanha, Dinamarca, entre outros. Entretanto, em novembro, Monika anuncia sua saída da banda alegando "diferenças musicais". Dessa forma, o Sirenia cancela uma turnê que seria realizada juntamente com a banda sueca Therion.
O ano de 2008 foi um período de mudanças e transições. Em abril, a banda anuncia a espanhola Ailyn, de 26 anos, como nova vocalista. No mês seguinte, o guitarrista Bojnar Landa deixa a formação para dedicar-se aos estudos. Michael Krumins é anunciado como novo guitarrista.
O novo trabalho é lançado em janeiro de 2009. The 13th Floor traz nove faixas inéditas e as primeiras participações de estúdio de Michael e Ailyn. O álbum resgata um pouco as melodias e arranjos mais complexos dos primeiros discos. Ailyn demonstra-se competente e segura nos vocais; enquanto as letras mantém a linha introspectiva e agressiva comuns às composições de Veland.
Desde o início de sua carreira, o Sirenia provou não ser uma "continuidade" do Tristania, ou apenas mais uma banda a integrar o vasto cenário do Metal noruguês. A banda tem uma identidade própria e consolidada ao longo de seus álbuns, singles e turnês.






Xandria


O projeto da banda alemã Xandria foi idealizado em 1997, pelo seu fundador Marco Heubaum. Com várias formações iniciais, Marco não conseguiu grande evolução com sua banda e somente no ano de 1999, juntamente com o baixista Roland Krueger e outros integrantes de sua antiga banda de metal, consegue gravar uma demo com cinco músicas em um pequeno estúdio. Entre as músicas estavam Kill the Sun, Casablanca e So You Disappear.
No ano seguinte, a banda começa a ganhar enorme notoriedade após divulgar as cinco músicas pela internet. Assim, através de sites de mp3, forma-se um grande número de fãs. Por conseqüência, Marco decide levar em frente seu projeto, nascendo verdadeiramente a banda Xandria. Ainda em 2000, além de Marco e Roland, integram-se à banda Lisa Schaphaus (vocais), Gerit (bateria) e Andreas Maske (guitarra).
Inicialmente era Marco que fazia os vocais e a voz de Lisa era usada apenas em algumas partes. Mas devido à brilhante performance, Marco preferiu utilizar os vocais de Lisa integralmente, escrevendo as músicas posteriores, já com esse intuito.
Em 2001, Xandria se torna a banda mais famosa no cenário underground e faz seus primeiros shows, para pequenos públicos. O guitarrista Andy Maske deixa a banda para se dedicar a seus estudos, já que a banda se preparava para um maior público e necessitava de muito tempo disponível. No seu lugar entra Philip Restemeier.
No ano seguinte, a banda começa a tocar em shows maiores e a trabalhar duro em suas demos. A gravadora Drakkar Records mostra interesse na banda que vinha evoluindo desde 2000. Então, em dezembro de 2002, eles fecham o contrato para gravar o disco de debute, que seria intitulado Kill the Sun. O disco é gravado entre o final de 2002 e começo de 2003, e chega às lojas em maio. A faixa título do álbum emplaca como grande sucesso e entra do Top 100 alemão. O disco é bem diversificado contando com várias misturas de estilos. As faixas Kill the Sun e Mermaids são agradáveis de serem ouvidas, pois o conjunto soa muito coeso, e os vocais são muito bem colocados. O peso é bem dosado com os elementos obscuros, criando um bom resultado. Ginger é uma faixa mais cadenciada, mais lenta, mas não menos interessante, com bom uso de teclados. Já em faixas como She’s Nirvana é possível perceber um maior peso e agressividade, ainda que contidos. Ainda é notória, uma levada quase "grunge" de Casablanca, além da pegada heavy de Wisdom. O cd também conta com momentos mais suaves, como Forever Yours e a bela balada atmosférica Calyx Virago.
Após o lançamento desse primeiro disco, o Xandria faz vários shows, incluindo uma grande turnê que durou três semanas, formando cada vez mais, um grande número de fãs pela Alemanha. Após um período agitado e de muito trabalho, a banda volta ao estúdio no final do mesmo ano e, no começo de 2004, terminam de gravar seu segundo álbum, Ravenheart. Nessa época, o baixista Roland Krueger, deixa a banda alegando motivos profissionais. Em seu lugar, entra Nils Middelhauve, baixista que Lisa e Marco já conheciam, através de outros trabalhos.
O disco é lançado em maio e acaba sendo um sucesso maior ainda, ficando por sete semanas no Top 40 da Alemanha. Nesse trabalho a banda agregou elementos eletrônicos de maneira bem suave, mas não perdeu sua personalidade e a característica de agregar a melancolia ao peso do heavy metal. As faixas, Ravenheart e The Lioness, por exemplo, soam bem mais suaves do que o material apresentado no cd anterior. As guitarras estão menos presentes, com maior destaque para os teclados e a voz de Lisa Schaphaus. O talento da banda, aliado à versátil voz de Lisa, acaba por gerar momentos muito interessantes, como a pesada Five of Universe, a épica Some Like It Cold e as viajantes My Scarlet Name (belíssimo trabalho de guitarras) e Too Close to Breathe. Petardos como Snow-White e Black Flame soam agressivos e cortantes, perfeitos para quem gosta da fusão Gothic Metal. Como bônus ainda temos o belo videoclipe da faixa título, com um cenário medieval e uma grande produção cinematográfica.
Passando na "prova do segundo álbum", a banda é inserida de vez no cenário do Gothic Metal europeu. A banda sai em sua turnê de divulgação do álbum e chega a tocar para 30.000 pessoas no Busan International Rock Festival na Ásia, como grande destaque.
Em outubro, a banda lança o single Eversleeping, com três novos sons, além do videoclipe Eversleeping, que fora gravado em um velho castelo, perto de Berlim.
No mês seguinte, o Xandria viaja com as bandas finlandesas Entwine e Lab, e tocam em alguns shows. Logo em seguida, em dezembro, começam a gravação do terceiro álbum, India. Assim a banda entra 2005 com muitas idéias para terminar o novo álbum, produzido, assim como os anteriores, por Jose Alvarez-Brill. A banda ainda convida para participar da gravação, a orquestra alemã Deutsches Filmorchester Babelsberg, a mesma que junto a John Williams ganhou o Oscar de melhor trilha sonora em 2003, com o filme A Lista de Schindler, de Steven Spielberg. No meio desse ano, Lisa e Nils se casam, após um ano de namoro. Assim Lisa passa a ser Lisa Middelhauve.
India, é lançado em agosto de 2005 e mantém a linha dos discos anteriores, agregando um forte ingrediente orquestral de muito peso. O álbum possui sons mais pesados e que se contrastam com os vocais operísticos de Lisa, como acontece em Black Silver e The End of Every Story. Em compensação, há faixas onde o sentimentalismo fala mais alto, como na melódica e acústica Dancer, ou na surpreendente Like A Rose on The Grave Of Love, que se encaixaria perfeitamente na trilha sonora de um filme medieval. Esse trabalho consolida a grande carreira da banda, consagrando-a no cenário mundial.
Duarante o ano de 2006, o Xandria dedicou-se à divulgação de seu álbum mais recente. Além da turnê India Tour a banda participou de diversos festivais em países como a Inglaterra, Suíça, México (juntamente com o Anathema) e a própria Alemanha.
No final deste mesmo ano, a banda deu início às gravações do novo trabalho. Nos primeiros meses de 2007 os integrantes se reuniram para organizar e selecionar as composições. Finalmente, em maio, foi lançado Salomé – The Seventh Veil. Este álbum, gravado no Principal Studios (Alemanha), traz doze faixas que priorizam as guitarras e linhas graves de baixo. É um trabalho mais diversificado que os anteriores. A faixa Sisters of the Light inclui elementos da música oriental. Em compensação, The Wind and the Ocean é uma balada melodiosa com riquíssimos arranjos de teclado que valorizam os vocais de Lisa. Em seguida, a banda retomou as apresentações ao vivo e participou de festivais como o Summer Breeze open Air.
Assim, o Xandria, com um misto de metal, orquestras e melodias sombrias, bem dosados, tem feito aparições em grandes festivais, turnês mundiais e conquistado prêmios na cena musical alemã, se tornando uma das grandes referências em seu estilo.






 Evanescence


No ano de 1994, em Little Rock, Arkansas, inicia-se a história do Evanescence. Ben Moody, com apenas 14 anos de idade, participava de um acampamento para jovens promovido pela igreja local. Enquanto Ben acompanhava uma partida de basquete, percebeu do outro lado do ginásio, num palco, uma garota cantando e tocando ao piano a introdução da música I'd Do Anything for Love, do músico americano Meat Loaf.
A jovem, com apenas 13 anos, que havia mudado-se recentemente com sua família para Little Rock, chamava-se Amy Lynn Lee. Seus pais, preocupados com o seu isolamento social, haviam encaminhado a garota para aquele acampamento, afim de que pudesse fazer amizades e integrar-se entre os jovens cristãos da cidade. Mas Amy passava horas ao piano e pouco se interessava em conhecer os demais participantes.
Ao ouvi-la tocando, Ben Moody atravessou a quadra em direção à garota, ao aproximar-se, apresentou-se. Logo começaram a conversar; Amy mostrou a Ben algumas músicas de sua autoria e concluíram que tinham a mesma tendência musical. Assim, Ben convenceu Amy a formarem uma banda.
A banda, que até aquele momento era formada por apenas Ben, que fazia guitarras, baixo e arranjos eletrônicos; e Amy, responsável pelo piano e vocais; foi batizada Evanescence, que significa dissipar ou desaparecer.
Influenciados pelo som de artistas como Danny Elfman, Type O Negative, Portishead e Sarah McLachlan, uma das primeiras composições gravadas pela dupla chama-se Understanding, que é definida por eles mesmos como "um gótico ridículo de 7 minutos". Mesmo assim, uma emissora de rádio de Little Rock, a KABF, passou a tocá-la num programa co-apresentado por Brad Caviness. Através desta divulgação, o Evanescence foi ganhando reputação e logo tornaram-se conhecidos em Little Rock. Apesar disso, por falta de condições para pagar outros músicos, a dupla ainda não tinha feito nenhuma apresentação ao vivo.
Entre 97 e 98, o Evanescence lança demos que levavam apenas quatro faixas, incluindo October. O primeiro EP, lançado em dezembro de 1998 pela gravadora Bigwig Enterprises, leva o próprio nome da banda: Evanescence; e conta com as participações de William Boyd, Matt Outlaw e Rocky Gray.
Este trabalho, que trazia apenas sete faixas, foi lançado na primeira apresentação ao vivo realizada em um bar chamado Vino’s, em Litlle Rock. Todas as 100 cópias disponibilizadas para venda esgotaram-se na mesma noite da apresentação. Com a popularidade fortalecida, porém, conhecida apenas regionalmente, a banda produz e lança em agosto do ano seguinte, mais um EP.
Whisper – Sound Asleep, além de Give unto Me, traz mais cinco faixas. Mas a gravadora produziu apenas 50 cópias. A partir deste momento, o Evanescence já contava com músicos para suas apresentações ao vivo: David Hodges, John LeCompt e Rocky Gray. O próximo trabalho já começa a ser preparado.
A gravadora Bigwig Enterprises decide investir nos jovens e talentosos músicos de Little Rock. O repertório foi cuidadosamente montado com treze faixas, entre elas, My Immortal e Imaginary. Origin foi produzido por Brad Caviness e lançado em novembro de 2000 numa edição com 2500 cópias. Além de Ben e Amy, David Hodges, como baterista, tornou-se integrante oficial. Também participaram das gravações Willian Boyd, Bruce Fitzhugh, Stephanie Pierce e um grupo composto por quatro vozes femininas que fez coral em Field of Innocence.
Desse modo, o Evanescence, aos poucos, conquistava seu espaço e uma maturidade musical das bandas veteranas. Mas ainda faltava um golpe de sorte que lhes desse a oportunidade de se projetar por toda a América. Isto aconteceu quando o produtor e executivo da gravadora Wind-Up Records, de Nova York, Peter Mathews, conheceu o trabalho da banda em um estúdio de Memphis, Tennessee. Era o detalhe que faltava. Peter apresentou os jovens músicos à gravadora e o contrato foi assinado. Wind-Up e Evanescence trabalharam durante dois anos montando o repertório do primeiro álbum.
Fallen, gravado em Los Angeles, trouxe onze faixas em seu repertório, a maioria composta pelo trio Amy Lee, Ben Moody e David Hodges. Nas gravações deste trabalho, David assumiu o piano e teclado. A maior parte da produção ficou por conta de Dave Fortmann, mas Ben e Jay Baumgardner também cooperaram em Bring me to life e My Immortal, respectivamente. Além dos músicos da banda, Francesco DiCosmo e Josh Freese participaram da gravação.
Fallen foi o disco que definitivamente lançou o Evanescence para o mundo e que rendeu muitos dólares e reconhecimento. Neste momento, a formação já estava estabilizada e pronta para percorrer o mundo em turnês.
Em apenas seis semanas o álbum vendeu mais de 1 milhão de cópias e conquistou o disco de platina. As músicas Bring me to life e My Immortal foram inclusas na trilha sonora do filme O Demolidor (Daredevil), fato que contribuiu muito para a popularidade da banda. Ainda, as quatro primeiras faixas de Fallen ganharam uma versão videoclipe: Going Under, Bring me to life, My Immortal e Everybodys’s Fool.
Porém, o Evanescence ainda tinha sua imagem vinculada à música cristã, tanto que Fallen também era vendido em lojas especializadas neste segmento. Após algumas declarações em entrevistas concedidas pelos membros da banda, ficou claro que a ligação com música religiosa tinha sido desfeita. Este fato provocou uma frustração entre alguns fãs. A gravadora Wind-Up divulgou uma nota aconselhando que as lojas cristãs recolhessem os álbuns do Evanescence e que as rádios não executassem as músicas da banda em programas voltados para o público cristão.
No dia 24 de outubro de 2003, durante uma turnê européia, Ben Moody anuncia seu desligamento da banda. A notícia foi recebida com perplexidade e decepção pelos fãs. Os motivos que levaram Ben a tomar esta atitude não ficaram muito claros. Por um tempo, os integrantes evitavam tocar no assunto. Mas um tempo depois, Amy declarou que a "sintonia" entre eles já não era como antes e, para o bem da banda, um deles tinha que sair. Amy disse também que Ben foi mesquinho ao abandoná-los em plena turnê. Para seu lugar, John LeCompt foi convidado para acompanhá-los até o fim das apresentações. Logo depois Terry Balsamo assumiu o lugar de John, sendo efetivado no início de 2004. Ben deu continuidade em sua carreira musical produzindo e gravando com outros artistas.
No ano de 2004 a popularidade do Evanescence foi ampliada e a banda mostrou à mídia e aos fãs que a saída de Ben não atrapalhou a carreira. Até fevereiro, somente nos Estados Unidos, Fallen já tinha vendido mais de 4 milhões de cópias. Premiações como os diversos Grammy europeus; além de várias indicações e outros tantos prêmios conquistados na imprensa especializada, fizeram a rotina da banda naquele ano. Porém, boatos em torno do suposto namoro de Amy e Ben, contribuíram, negativamente, para uma maior exposição do Evanescence na mídia.
Em novembro de 2004, foi lançado pela mesma gravadora um CD/DVD gravado em Paris, intitulado Anywhere but Home. O DVD contém treze faixas e os quatro videoclipes; além de quase uma hora de bastidores. O CD contém as treze faixas do DVD e um bônus, a música Missing (gravada em estúdio).
Neste mesmo ano tiveram início os boatos sobre o próximo álbum. No início de 2005, a música Breathe no More é inclusa na trilha sonora do filme Elektra. Este foi um ano difícil para o Evanescence. Inicialmente, o americano Trevin Skeens processa a gravadora, afirmando que comprou o DVD Anywhere but home e se sentiu ofendido com a musica Thoughtless. Skeens exigiu uma indenização de 57 mil dólares. Em seguida, os produtores do filme As crônicas de Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda roupa recusam uma música que a banda fez para a trilha sonora. "Eu escrevi uma música para o filme, que eu amo muito, mas ela foi rejeitada pela produção" comentou Amy Lee no Evboard, um fórum virtual americano. "Eles disseram que a música era ‘muito dark’ e ‘muito épica’, eu pensei sobre isso e decidi que não vou prejudicar minha arte por nada".
Em seguida, Amy processa seu empresãrio Dennis Rider, por assedio sexual e o guitarrista Terry Balsamo tem um derrame cerebral. Apesar dele ter se recuperado rapidamente, isto adiou o lançamento do albúm seguinte. Apenas no início de 2006, a banda confirma o lançamento para o dia 3 de outubro e divulga seu nome: The Open Door. Pouco antes de seu lançamento, Will Boyd decide sair da banda, afirmando que precisa passar mais tempo com a familia. Ele é substituido às pressas por Tim McCord. Pouco depois, a banda lança o primeiro single deste cd: Call Me When You’re Sober.
Não há uma classificação exata para incluir o som produzido pelo Evanescence. Percebe-se características de Metal, vários elementos de música eletrônica e letras que, por alguns, são consideradas góticas. Talvez uma boa definição para o som do Evanescence, esteja na declaração de Amy: "O que eu trago para a banda é a idéia e a vibração da coisa romântica/ clássica/orquestral, as cordas, o coral, os vocais de fundo celestiais, e o piano. A banda traz o rock, as guitarras e bateria. Juntos criamos algo que é muito original".